Glossário

Epistolar

Uma forma narrativa em que a história é contada através de documentos, como cartas, entradas de diário, e-mails ou mensagens de texto.

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Uma narrativa epistolar conta a sua história através de uma coleção de documentos: cartas, entradas de diário, recortes de jornal, e-mails, mensagens de texto, publicações em redes sociais ou qualquer outra forma de comunicação escrita ou gravada. Em vez de um único narrador a contar a história em tempo real, o leitor monta a narrativa a partir destes artefactos, encontrando muitas vezes várias vozes, relatos conflituantes e lacunas que exigem interpretação. A forma cria uma ilusão de autenticidade, como se o leitor tivesse tropeçado em documentos reais em vez de uma ficção construída.

Pamela (1740), de Samuel Richardson, é um dos primeiros romances epistolares, contado inteiramente através das cartas da heroína. Drácula, de Bram Stoker, usa uma combinação de entradas de diário, cartas e artigos de jornal para criar uma sensação de horror crescente a partir de várias perspetivas. Na era moderna, a forma evoluiu: romances como As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, usam cartas a um destinatário anónimo. Uma Tão Longa Carta, de Mariama Bâ, uma obra fundacional da literatura africana francófona, é escrita como uma única carta prolongada de uma viúva senegalesa à sua amiga de toda a vida. Our Sister Killjoy, de Ama Ata Aidoo, combina cartas, poesia e prosa. O género do found footage no terror é essencialmente o equivalente cinematográfico da forma epistolar.

A maior força da forma epistolar é a sua não fiabilidade incorporada. Cada documento é escrito por uma personagem com conhecimento limitado, enviesamentos pessoais e razões para moldar a verdade. Isto cria oportunidades naturais para ironia dramática, em que o leitor percebe verdades que os escritores individuais das cartas não conseguem. Ao escreveres em forma epistolar, dá a cada documento uma voz e um propósito distintos, considera que informação cada escritor incluiria ou omitiria de forma plausível, e usa as lacunas entre documentos como espaço narrativo onde a imaginação do leitor faz o trabalho.

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