Glossário

Plano da história (outline)

Plano estruturado de uma narrativa que mapeia os principais pontos do enredo, os arcos das personagens e a estrutura antes de se começar a redigir.

Última atualização

O plano da história (em inglês, outline) é um documento de planeamento, anterior à redação, que mapeia os principais acontecimentos, os arcos das personagens e os pontos de viragem estruturais de uma narrativa antes de o autor se lançar na prosa propriamente dita. Há planos de todos os graus, desde o esboço mais solto, meia dúzia de tópicos num guardanapo, até à planta mais minuciosa, um documento cena a cena com dezenas de páginas. O objetivo é sempre o mesmo: identificar os elementos estruturais que sustentam a história e verificar se se aguentam de pé antes de investir meses numa versão que pode desabar a meio.

Os escritores criaram inúmeros métodos de planeamento, cada um adequado a temperamentos e projetos diferentes. A beat sheet de Blake Snyder prescreve quinze momentos-chave estruturais concretos. O Método Floco de Neve (Snowflake), criado por Randy Ingermanson, parte de um resumo de uma frase e vai-o expandindo, por etapas, até chegar a um plano completo. O plano por pilares (tent-pole) identifica apenas os grandes pontos de viragem e deixa tudo o que fica entre eles para ser descoberto durante a redação. O mapa mental usa ligações visuais e não lineares para explorar as relações entre as várias linhas de enredo. O debate entre quem planeia tudo (plotters) e quem escreve por descoberta (pantsers), é uma das discussões mais duradouras do mundo da escrita, embora a maioria dos escritores profissionais fique algures a meio caminho.

O plano é um documento vivo, não um contrato. Os planos mais úteis dão ao escritor a confiança de que a estrutura da história é sólida e continuam suficientemente flexíveis para acolher as descobertas feitas durante a redação. Se planeares de forma rígida e depois obrigares o texto a cumprir o plano mesmo quando as personagens resistem, o resultado parece muitas vezes mecânico. Se te recusares a planear seja o que for, arriscas o temido «meio que se arrasta», em que a história perde o rumo. A abordagem sensata é planear o suficiente para saberes para onde vais sem fechar a porta aos caminhos melhores que forem surgindo.

Queres começar a escrever?

Planeia, redige e colabora - tudo num espaço de trabalho feito para escritores.

Experimenta grátis

Com a tua autorização, utilizamos cookies de análise para perceber como o Plotiar é usado e melhorá-lo. Se recusares, não é enviado nenhum dado de análise. Os cookies necessários para o início de sessão e a segurança estão sempre ativos. Política de cookies