Glossário

Epílogo

Secção final que vem depois da resolução da narrativa principal e deixa entrever o futuro das personagens ou reflete sobre o sentido mais amplo da história.

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O epílogo é uma secção final colocada depois de a história principal chegar à sua resolução, e dá um fecho que vai além do desenlace. Enquanto o desenlace ata as pontas soltas mais imediatas do enredo, o epílogo costuma dar um salto no tempo, mudar de perspetiva ou sair da moldura narrativa para mostrar o efeito duradouro dos acontecimentos. Responde à pergunta que fica a pairar na cabeça do leitor, «e depois, o que aconteceu?», e pode trazer satisfação emocional, reforço temático ou uma coda agridoce que dá outra cor a toda a história.

Há epílogos em todos os géneros. Harry Potter e os Talismãs da Morte, de J. K. Rowling, termina com o famoso epílogo «Dezanove anos depois», em que as personagens principais levam os próprios filhos ao comboio para Hogwarts, o que dá uma sensação de ciclo que se fecha. A História de Uma Serva, de Margaret Atwood, termina com um colóquio académico passado séculos mais tarde, que transforma toda a narrativa num documento histórico e lhe acrescenta um peso temático arrepiante. Em 1984, de George Orwell, o apêndice sobre a Novilíngua funciona como uma espécie de epílogo e, por estar escrito no passado, insinua discretamente que o regime totalitário acabou por cair.

Usa um epílogo quando o arco emocional ou temático da história precisar de um último momento que o clímax e o desenlace não conseguem dar. O erro mais comum é usar o epílogo para explicar em excesso desfechos que o leitor consegue deduzir sozinho, o que tira força ao final. Um bom epílogo introduz pelo menos uma nota emocional nova, seja esperança, melancolia, ironia ou surpresa, em vez de repetir o que o leitor já sabe. Se o teu epílogo não mudar de algum modo o que o leitor sente, pondera se a história não fica mais forte sem ele.

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